09/06/2012

"Lock and Key"


Capítulo 23 e 24


POV- Lua

Assim que tive a oportunidade de ficar sozinha com o Arthur, explodi! Falei tudo!

“Quem você pensa que é moleque?! Acha que eu sou qualquer uma? Que na primeira oportunidade que você tem pode beijar-me?” Falei, controlando para que não gritasse, já que não seria agradável se os outros ouvissem o que ocorrera.

“Você pareceu gostar, afinal, puxou-me para mais perto.” Ele respondeu, com um sorriso irritante no rosto.
“Eu puxei-o para que ninguém visse que você havia me beijado de verdade.” Menti.

“Ah, e retribuiu o beijo por quê?” Ele questionou, sem desistir de fazer-me admitir que eu gostara do beijo.

“Era isso eu arrancar sua língua na frente de todos. Olha, eu vou fingi que você nunca fez isso, mas da próxima vez todos saberão! E quando digo TODOS, eu incluo a sua namoradinha.” Falei, irritada.

Assim que cheguei em casa me atirei no sofá. Estava com vontade de chorar, não de tristeza, mas sim de raiva de mim mesma. Não conseguia acreditar que eu estava a ponto de chorar, chorar por causa de um garotinho que mal saíra das fraudas.

A única coisa que impediu-me de efetivamente chorar foi meu celular, nele havia uma mensagem, que dizia desculpas e pedia para ver-me.

POV- Arthur

Não esperava que a Lua ficaria tão chateada, o pior fora que eu não conseguia esquecer o gosto dos lábios dela. Não esquecia como os lábios macios dela encaixaram-se aos meus como ninguém jamais havia conseguido, mas o pior era saber que eu nunca mais teria a chance de tê-la como tal, isso é, se eu prezasse minha língua e vida.

Ao chegar em casa, encontrei Pérola esperando-me. Beijei-a, sem muita vontade, pois na minha cabeça o beijo da Lua ainda estava nítido, e avisei que tomaria um banho enquanto ela acabava o jantar surpresa que fizera para mim.

No caminho do banho, pensei como havia sido um cafajeste. Eu namorava a Pérola, mas beijara, sem permissão, na frente de todos, a Lua. Para redimir-me, mandei uma mensagem para Lua, com um pedido de desculpas, e decidi que estava na hora de eu fazer s coisas certas com a Pérola.

Capítulo  24

POV- Lua

André, por mensagem,  pedia-me desculpas por ter sido injusto comigo, dizia que apoiava-me em tudo que eu fizesse. Por fim, chamava-me para ir a um sarau com ele. Se não fosse pelo cansaço eu iria, mas a exaustão e a noção de que acordaria às seis horas no dia seguinte, me impediram de sair.

Liguei para ele e expliquei tudo. André então disse que não havia problema, passaria junto com a Carol na minha casa para me dar um beijo de boa sorte.

Fiquei esperando-os, quando os mesmos chegaram, cheios de guloseimas, fiquei conversando com eles até altas horas. Em determinado momento, quando fiquei sozinha com a Carol, contei sobre o Arthur. Ela fez apenas rir de mim, disse que eu fora boba, que devia ter agarrado-o e virado amante dele.

“Lua! Amante é a melhor parte do namoro! Ganha muito mais! Kkkkk” Ela dizia entre gargalhadas. Joguei uma almofada nela, e, quando André retornou, o assunto morreu.

POV- Arthur

Mandei uma mensagem para Lua me desculpando, explicando que não sabia o que me levara a fazer aquilo e que desejava muito ser amigo dela (sem segundas intenções).

Quando fui para sala, apenas de bermuda, beijei apaixonadamente a Pérola, ou ao menos o máximo que consegui, e sussurrei “Amanhã vou aproveitar a manhã livre para buscar um apartamento novo e assim que escolher, iremos lá para comemorar. Vou tratá-la como uma rainha.” Disse.

Pérola sorriu, deixando inclusive a colher de pau que segurava cair. Nos beijamos e passamos o resto da noite no maior “amor”.  Eu gostava dela, ela era uma pessoa legal, mas algo sempre ficava lembrando-me que eu não era apaixonado por ela.

Dia 6/10/2010- Arthur sai a procura de um apartamento

Durante a manhã as meninas iriam testar maquiagem e cabelo, haveria uma transformação nelas. Por sorte, eu e os meninos fomos liberados daquilo. Durante a manhã procurei um apartamento, e, para minha sorte, consegui encontrar um perto do Rec9 que era barato, bom, e bem localizado. O melhor de tudo era a vizinhança, perto da casa da Lua. Quando cheguei ao Rec9 tive que controlar-me, o que vi era o sonho de qualquer homem.

POV- Lua

A coisa que deixou-me mais triste foi a conclusão que cheguei com os meus amigo, seria necessário que eu me afastasse da Lágrima Flor para eu poder me dedicar verdadeiramente ao RBR sem atrapalhar a banda.

Na manhã seguinte, eu e as meninas nos sentimos as legitimas Barbies. Eram trocas de roupas, mil testes de maquiagem e penteados. Por fim, tive meu cabelo cortado e, quando o Chay e o Arthur chegaram, estávamos tendo que....

Continua...
Escrita  por : Amanda

4 comentários: