08/06/2012

"Lock and Key"


Capítulo 21 e 22


POV- Lua

A oficina começou bem, todos animados.  Sentei-me ao lado da Sophia e da Mel.  Inicialmente aprendemos apenas posicionamento em cena, nada demais, porém aos poucos as coisas foram mudando.

Para nos acostumarmos com o nosso par romântico na novela, tivemos que formar duplas com eles, ou seja, eu fiquei com o Arthur, Sophia com o Micael e o Chay com a Mel.

Apenas no final da tarde, começamos a praticar a encenação, como nos posicionar frente a uma câmera para que nenhum de nós cobrisse-a e para que ambos aparecessem.

Nos revezávamos, cada vez era um casal que encenava. Apenas a noite, quase as sete, começamos a aprender a beijar tecnicamente, sem que cobríssemos uns aos outros.

O primeiro casal a beijar e receber orientações foi SoMic. Depois teve ChaMel, nesse momento foi possível ver a cara atenta da Sophia observando o beijo.

Por fim, chegou a minha vez e do Arthur. A professora instruiu que eu primeiro me fizesse de difícil, assim como minha personagem faria, e, por fim, permitisse que ele me beijasse. A segunda opção seria após eu resistir o Arthur me agarraria. Quando nos levantamos, posicionando-nos na frente de todos, o que aconteceu foi....

POV- Arthur

A oficina começou simples, sem muitas complicações. Quando cheguei juntei-me a rodinha de conversa que estava lá presente, com Chay, Micael e Lua. Apenas trinta minutos depois chegaram a Sophia e Mel, e alguns minutos depois a professora.

Como já estávamos avisados, naquele dia começaríamos a aprender como nos posicionar frente às câmeras. O Chay era o menos preparado, mas aprendeu rápido. Sophia, eu pude notar, estava mais do que feliz em poder ajudá-lo.

Quando chegou a hora de começarmos a contracenar, tive que fazer dupla com a Lua. Essa parte foi fácil, difícil foi beijá-la.

A química entre nós era clara, fácil de acontecer, mas tal química não era apenas encenação, era porque eu necessitava beijá-la. Precisava saber como era beijá-la de verdade, tê-la como minha.

A professora instruiu como deveria ser nosso beijo. E eu decidi que grudaria a Lua, que faria como se não estivéssemos na oficina. Eu estava decidido, quando nos beijássemos eu iria beijá-la de verdade.

Capítulo 22

POV- Lua

Por fim, chegou a minha vez e do Arthur. A professora instruiu que eu primeiro me fizesse de difícil, assim como minha personagem faria, e, por fim, permitisse que ele me beijasse. A segunda opção seria após eu resistir o Arthur me agarraria. Quando nos levantamos, posicionando-nos na frente de todos, o que aconteceu foi algo completamente inesperado, tanto por minha parte quanto pela dele.

Como já estava programado, ele tentou beijar-me, mas eu recusei o beijo, virei o rosto, e ao fazer isso passei meus lábios nos deles,que apartaram-se.

Fiquei com raiva de mim mesma, de meus hormônios e por eu ser tão espontânea, já que imediatamente senti meu coração acelerar-se, se uma voz (a da consciência) não me lembrasse que eu estava no meu primeiro dia de trabalho, eu teria agarrado o Arthur e sua boca naquele mesmo instante.

Para minha sorte, eu deveria recusar o beijo, tentar fugir dele, e para tal eu dei um passo para trás. Quando fiz isso, fui surpreendida por uma mão firme, porém sem machucar-me, que puxou-me para perto de si, apoiando a mão em minha cintura. Essa mão pertencia ao Arthur.

Em seguida, antes mesmo de eu conseguir pensar, eu senti os lábios dele tocarem os meus, e senti (sem minha permissão) meus lábios apartarem-se, segundos depois (para meu ENORME espanto) senti que nossas línguas tocaram-se.

Minhas mãos traíram-me, essas foram uma para nuca dele e a outra para o cabelo dele, a que encontrava-se na nuca dele puxou-o para mais perto de mim.

POV- Arthur

Eu sabia que era errado, mas quando os lábios dela roçaram nos meus eu não pensei direito, simplesmente impedi que ela afastasse-se de mim. Puxei-a pela cintura dela, e beijei-a.

Não beijei-a de “brincadeirinha” mas sim como eu beijava minha namorada. A melhor, ou pior, parte foi que ela pareceu gostar, pois me puxou mais para perto.

Apartamos o beijo apenas quando a professora/ instrutora disse:

“Arthur cuide para que seu rosto não cubra a Lua.”

Quando apartamos o beijo, ela mandou que nos beijássemos de novo, mas dessa vez não foi a mesma coisa, pois não tive coragem de arriscar-me duas vezes a beijá-la de verdade.

Após o final da aula,  quando finalmente fiquei a sós com a Lua, ouvi o que não esperava.

Continua..
Escrita por : Amanda

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