22/06/2012

"My first love"


Capitulo 71 e 72


Narrador Observador

            - Não era pra ter deixado ela beber tanto – Arthur falava tenso.
            - Relaxa leke! Ela nem bebeu tanto assim, só não sabe beber – Pedro demonstrava tranqüilidade e sorria da situação – Vai lá cuidar dela, mas não é pra se aproveitar, é só cuidar.
            Arthur levantou-se e foi até o quarto, mas acabou voltando mais tenso ainda.
            - Ela não quer que eu fique perto dela, o que eu fiz afinal? – Arthur perguntava sem entender o porquê daquela reação da Lua.
            - Calma Thur ela só não quer que você veja ela assim – Sophia tentava explicar.
            Arthur então decidiu subir logo com Gabi e Pedro e foram arrumar logo os quartos pra que todo mundo pudesse dormir. No quarto dele ficaria os três Peu, Chay e Mica. Mel e Gabi dormiriam no quarto da Mel, e Sophia no de hospedes já que a lua já estava dormindo lá em baixo e seria pior acorda-la.
            - Eu fico no quarto da minha mãe – Arthur falava um pouco triste, na verdade ele estava muito preocupado com a reação de Lua.
            Todos foram dormir, o silencio dominava a casa juntamente com o barulho da chuva que ainda caia. Arthur como não conseguia dormir ainda assistia TV no quarto. Lua no andar de baixo despertava meio tonta ainda, mas consciente de tudo e de onde estava só não entendia o porquê de está sozinha.
* * *

Capitulo 72

POV Lua

            Argh! Minha boca seca me matava, e a cabeça ainda doía um pouco. Levantei e fui pra cozinha. Só escutava mesmo o barulho da chuva. Bebi água e olhei numas caixinhas que tinha alguns remédios pra vê se achava algo pra dor de cabeça, foi ai que veio um trovão estrondante e a energia acabou. Dei um pequeno grito com o susto, e com isso minha noite ficava ainda pior, não enxergava nada daquele lugar desconhecido. Não tinha nem como ir até o quarto das meninas, então me encostei a mesa e me sentei. Acho que teria que esperar começar a clarear pra poder sair daquele lugar.

POV Arthur

            Pronto era só o que me faltava, depois de tanto trabalho pra ficar com a Lua ela toma todas hoje e resolve me tratar daquela forma na frente de todo mundo. As meninas falaram que é normal, mas eu ainda to achando que ai tem coisa.
            De repente um trovão estrondoso, um grito, e a escuridão tomaram conta do quarto. Perai, um grito? LUA! Só podia ser ela, coitada tava sozinha lá embaixo.
            Peguei o celular pra poder iluminar o caminho e desci a escada até o quartinho que ela estava. Certo, ali ela não estava mais. Olhei nos cantos da sala, banheiro, a chamei baixinho, mas acredito que não tenha me escutado. Fui até a cozinha e ufa! Achei!
            - O que você ta fazendo aqui?
            - Vim beber água, ficou tudo escuro e não consegui voltar pro quarto assim – ela respondeu com uma voz manhosa, tudo que eu não merecia.
            Mantenha-se forte Arthur, pensava comigo mesmo, só seja bonzinho amanhã depois que conversarem.
            - Vamos pro quarto lá de cima, só ta a Soph – falei puxando-a pela mão.
            - Minha cabeça ta explodindo, tem algum remédio aqui? – ela perguntava segurando a cabeça com a outra mão, era ressaca eu tinha certeza.
            - Tequila! – falei com ironia, eu estava mesmo chateado com ela, não adiantava mentir.
            - Eu estou falando sério Thur! – ela falava quase suplicando por atenção, apenas virei e procurei nas caixinhas achando um analgésico qualquer.
            - Toma, acho que esse pode ajudar – entreguei o remédio a ela junto com um copo com água – Bebe logo e vamos subir.
            Ela tomou colocou o copo na mesa e me deu a mão novamente. Subimos, acompanhei-a até o quarto de hospedes onde estava a Soph apenas na cama de casal e a fiz ir até a cama clareando com o celular ainda. Quando ela se aproximou da cama dei boa noite e já me virava saindo e ela me puxou pra um selinho, mas virei o rosto evitando-a.
            - Ei! Ta com raiva de mim? – perguntava ela com os olhinhos brilhando e se enchendo de lágrimas. Desviei a luz do celular pra não ver aquela cena e tentar me manter frio com ela.
            - Amanhã nós conversamos, agora deita que eu já vou pro outro quarto.
            - Quero ficar com você! – ela pedia, mas eu não poderia ceder, pelo menos não naquele momento.
            - Não! To no quarto da minha mãe, seu irmão ta de olho e não quero me estressar mais – virei saindo logo do quarto, pois se ficasse ali mais um minuto não resistiria a ela.
            Meu coração doía tanto em ter que fazer aquilo com ela, mas infelizmente era necessário. Deitei na cama da minha mãe, enrosquei nas cobertas, pois estava frio e finalmente peguei no sono.
* * *
Continua..
Escrita por : Nana F

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