24/07/2012

"Minha História"



Capítulo 9 e 10


No baile, na hora de descer as escadas com o par, Suede caiu de cara no chão, fazendo com que todos rissem, menos Mel, que fervera de raiva quando Manu, que for a culpada pela queda, deu-lhe um beijo na bochecha.

Mel decidira falar com ele, enquanto as debutantes reuniam-se para foto.

“Oi” Ela falou, toda sorridente.

“Uau, oi.” Ele falou.

A menina ficou chateada, pois percebeu que o “Uau” não fora por conta dela estar muito bonita, mas sim por ele ter se assustado com a presença dela.

“Tudo bem com você? Aquela queda foi forte, não se machucou?” Perguntou Mel.

“Não, eu estou bem. Estaria melhor se aquela garota tivesse obedecido as instruções da organizadora da festa, e descesse as escadas da forma correta, assim eu não teria pisado naquele vestido que parece um bolo.”

Mel riu com o comentário. Antes que ela pudesse falar mais nada, ele disse que precisava ir ao encontro dos pais, e foi dar um beijo de despedida. Mel, porém, movimentou o rosto no mesmo instante, fazendo com que os lábios deles se tocassem.

Capítulo 10

Ele corou assim como ela. Mas, ao contrário do que ela esperava, ele sorriu e deu mais um, sendo que esse foi na bochecha dela, dessa vez retirando uma mecha de cabelo que estava caída sobre o rosto dela.

A festa rolou até as seis da manhã. Quando Mel chegou em casa, exausta, ainda sentia seu lábio latejando com apenas aquela passadinha de leve.

A menina mal tinha adormecido quando sua mãe acordou-a com os olhos cheios de lágrima.

“Filha, sua avó faleceu. Eu estou indo para o Rio agora.”

Aquela frase pareceu um banho de água fria. Havia se passado apenas dois dias desde a ultima vez que a menina vira a avó, e agora ela estava morta, aquilo era mais que horrível.

Após passar um final de semana trancada no quarto, ouvindo música depressiva, Mel tentou não parecer tão triste quando entrou na sala de aula, porém, não conseguiu manter a pose de menina forte por muito tempo.
Enquanto caminhava na sala, em direção à mesa de uma das amigas, sentiu lágrimos escorrendo seus lábios e uma mão sendo colocada em seu ombro, para dar-lhe apoio.

Foram muitos dias de tristeza, mas graças as constantes piadas e ao apoio dos amigos Mel recuperou-se da tristeza.

No penúltimo mês do ano, sua amiga convidou-a para dormir em sua casa. Ela, que confiava mais nessa amiga que em si mesma, resolveu contar-lhe sobre sua “paixonite”.

A amiga, para o desespero de Mel, respondeu-lhe que....


Continua..

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