10/07/2012

"My first love"


Capitulo 135 e 136


            Não vou mentir que pensar nessa viagem depois desses dois dias maravilhosos ao lado do Thur me deixava muito triste. Era como se não houvesse mais necessidade de fugir. Mas ao mesmo tempo sabia que isso só estava acontecendo por causa da bendita viagem. E dizer não a proposta agora só mesmo por alguma objeção dos meus pais.
            Ficamos mais algum tempo ali até o celular do Arthur tocar. Era a Mel, só assim pra levantarmos e sairmos daquele quarto entre beijinhos e abraços, eu levantei e fui pro quarto da Mel trocar de roupa. Passamos pela cozinha comemos alguma coisa, apesar de que o Arthur reclamava de que aquele não era o café que ele queria que tomássemos juntos. Ele era muito fofo!
            Após pegar as meninas, e ser encarada com as carinhas mais curiosas do mundo, Thur dirigia de volta pra casa, e entre um semáforo fechado e outro, a única coisa que se ouvia no carro era os beijos dele em mim. Quase chegando em casa o celular dele toca, e ele pediu que eu atendesse. Fiquei com receio, mas logo passou ao ver que se tratava do meu irmão.
           
            Ligação ON
            L: - Fala Peu.
            P: - Senhora Aguiar acabou suas férias e o seu conto de fadas! Mamãe chegou e pediu que você viesse pra casa. Quer falar com você.
            L: - Ok! Daqui a pouco eu estou chegando ai – era notório o tom de aflição em minha voz.
            P: - Até daqui a pouco então. Ah! Marca com o Arthur algo pra fazermos hoje a tarde.
            L: - Pode deixar! Até.
            Ligação OFF

            - O que foi? – Arthur me perguntou a me ver mudar de humor.
            - Minha mãe quer que eu vá pra casa, quer falar comigo – eu falei com uma voz engasgada, sabia que se tratava da viagem.
            - Já que estamos aqui, deixamos as meninas em casa e te levo lá – ele me falou todo carinhoso, mas encarando apenas a estrada.
            Acho que ele imaginava qual seria a conversa. Nem sairmos do carro ao deixar as meninas. Apenas esperamos que elas entrassem em casa. Minhas coisas depois eu pegaria, isso já era normal. Fomos o caminho todo em silencio. E mesmo com o Thur usando aqueles óculos escuros que me deixava tonta de tão lindo, pude notar que ele estava diferente.
            - É sobre a viagem né? – ele me perguntou ao estacionar na porta da minha casa.
            - Não tenho certeza, mas acho que sim – não adiantava nos enganar. Descemos do carro e ainda do lado de fora de casa ele me abraçou.
            - Fica tranquila tá!? – ele falava sem me encarar. Eu tinha certeza que se demorássemos mais ali ele não aguentaria.
            - Pode deixar. À tarde eu te ligo pra gente fazer alguma coisa – eu tentei tranquiliza-lo, mas por dentro eu estava me acabando em dor.
            Despedimo-nos, ele entrou no carro e eu entrei em casa. Passar por aquela porta fazia-me sentir como se estivesse sendo levada pra forca. E ao me deparar com meu pai, minha mãe e Peu sentados na sala me encarando minha vontade foi de voltar.
            Minha mãe começou a falar, pedindo desculpas como a forma que me abordou na quinta feira, e como contou pro Arthur. Que a intensão dela não era provocar todo aquele constrangimento, era apenas por ela está feliz comigo. A partir daquilo vi Pedro fechar ainda mais a cara e tive a certeza de que eles concordariam com que eu fosse.
            Meu pai sempre muito calmo apenas perguntou se eu realmente estava disposta a abrir mão das minhas amizades por algum tempo. E como bom “filosofo” tentou me agradar falando que se essas amizades fossem verdadeiras elas sobreviveriam ao tempo e a distancia. O encarei tentando sorrir, mas lagrimas já se formavam em meus olhos. Eu finalmente falei que concordava e que estava disposta a encarar toda essa mudança na minha vida.
            Peu me olhava ainda incrédulo com aquilo, mas cumprindo ordens da minha mãe ele não se meteu. Meu pai logo avisou que então passaria no curso na segunda feira pra acertar tudo e minha mãe me abraçava com o sorriso mais satisfeito do mundo. Eu não podia acabar com aquilo por uma simples possibilidade de salvar um namoro cheio de problemas. Após essa festa toda dos meus pais, encarei Peu.
            - Eu não ganho nem um abraço pelo meu esforço nessa prova? – perguntei tentando descontrair.
            - Quero apenas saber duas coisas e depois que me convencer te dou quantos abraços você quiser – ele me falou sério, e minha mãe ainda nos escutava no outro sofá.
            - Pergunte então, farei o possível pra merecer esse abraço – falei sabendo que viria bomba. Ele não estava nada satisfeito com essa história.
            - Primeiro: você e o Arthur, como ficam? – se essa era a primeira, já temia pela segunda.
            - A gente já conversou, vamos aproveitar o tempo que ainda tenho, e deixar o tempo guiar a gente enquanto estiver fora – falei já me engasgando e sentindo uma lagrima rolar, falar do Arthur e da viagem na mesma frase ficava a cada instante mais difícil.
            - Segundo: você vai ficar feliz assim? – ele falou erguendo meu rosto pelo queixo pra poder me encarar.
            - Eu juro que eu vou tentar, e vou conseguir se vocês me ajudarem – não esperei nem o prometido abraço. Fui correndo pro meu quarto.
            Eu não podia ficar assim, não podia! Afinal o que eu realmente queria?
* * *

Capitulo 136

            Eu sei o que eu queria, que a sexta feira não tivesse acontecido, que eu não tivesse encontrado o Arthur pra me dizer tanta coisa linda ontem. Não ter passado a noite maravilhosa ao lado da pessoa que eu mais amo. Não ter visto a satisfação do meu pai e o orgulho da minha mãe estampado no sorriso de cada um. Não ver o remorso nos olhos do meu irmão. Eu queria acordar e ver que tudo isso não passava de um pesadelo.
            Demorei um pouco naqueles pensamentos e tentando me acalmar quando escutei as batidas na porta do quarto.
            - Entra!
            - Só vim dar meus abraços que eu prometi – Pedro entrou falando e se aproximando de mim na minha cama.
            - Obrigada por me entender! – falei já mais calma e sem chorar.
            - Eu na verdade não te entendo, mas não me sinto mais no direito de me meter nas suas decisões – ele me abraçava apertado.
            - Cuida do Arthur aqui pra mim enquanto eu tiver fora? – falei tentando rir e tirar um sorriso dele.
            - Pode deixar comigo. Londres é longe, mas nada que um telefone e internet não resolvam – ele sorria comigo, como eu amo esse maluco.
            - Ele me disse a mesma coisa. Mas vamos fazer assim, durante esse mês quero aproveitar vocês ao máximo, e sem tristezas de preferencia, combinado? – falei me levantando e estendendo a mão pra ele.
            - Combinado! – ele me respondeu pegando em minha mão enquanto senti meu celular vibrar no meu bolso.
            - Mensagem do Arthur. Deixa-me ver o que é – falei mexendo no celular enquanto Peu ainda me encarava.

“Espero que tenha dado tudo certo.
 Só quero sua felicidade.
 Me liga quando puder, beijo.”

            - Esse cara te ama. Não esquece disso – ele falou me abraçando e saindo do quarto.
            Liguei pra meu príncipe me mantendo o mais calma possível, e pelo decorrer do nosso papo pude notar que além dele não ter percebido meu nervosismo, também estava mais tranquilo. Ou pelo menos tentava me passar isso. Marcamos de almoçar juntos, já que Mel e Sophia combinaram de sair com alguma das garotas da festa que ele não soube me dizer quem. Seria um almoço de casais, já que Peu também iria com Gabi.
            Desliguei o telefone, avisei os detalhes a Peu pra que ele ligasse pra Gabi e voltei pro quarto pra tomar meu banho e ficar linda! Tinha que aproveitar cada segundo dos finais de semana com ele, pois durante a semana nossos horários eram sempre diferentes – eu estudando de manhã, ele com aula na maioria das tardes – o que tornava o encontro nesses dias cada vez menores e mais difíceis de acontecer.
            Mandei uma mensagem pras meninas, era injusto ter sido esquecida por elas, apesar de querer ficar com Arthur, era quase que automático a presença das meninas junto. Acho que essa seria a primeira vez que a gente sairia assim.
           
“Me trocando por quem mesmo daquela
 festa hein? Decidem almoçar fora e nem me convidam,
valeu. Ah! Minha viagem tá confirmada,
 depois conto pra vocês!”

            Enviei a mesma pras duas. E não demorou nada para que chegassem as respostas. A primeira foi da Mel.

“Foi mal cunhadinha linda!
 Mas sabia que o final de semana é do meu irmão,
 garanto que vai se divertir mais.
Vamos almoçar com a Sarah no shopping, até mais tarde!

            Enquanto eu lia a da Mel chegou a da Soph.

“Vamos almoçar com a Sarah
no shopping my darling. Você vai se diverti
 bem mais com seu príncipe. Mas tarde a gente se encontra,
quero os detalhes de ontem.”

            Vai ser difícil sobreviver um tempo sem essas duas, mas eu aguento!
            Terminei de me arrumar e liguei pro Arthur ainda do quarto, me assustei ao ouvir o chamado do celular dele. Ao abrir a porta vi que ele já estava lá em casa conversando com Peu e meu pai na sala.
            Após ouvir piadinhas do Peu e do meu pai, que diziam querer me ver  sobrevivendo longe do Arthur sendo que até mesmo com ele dentro de casa eu ligo pro celular pra saber onde ele está, e que passaria a maior parte do meu tempo em Londres telefonando e na internet com ele, deu pra dar uma descontraída na situação. Não demoramos muito e quando Gabi ligou logo saímos. Fomos no carro do Arthur que já estava do lado de fora.
* * *
 Continua...

8 comentários:

  1. posta pelo menos mais um hoje por favor
    +++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

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  2. Ola amorecos...
    Li um comentário hj n lembro em que capitulo, mas estava pelo celular e não conseguir responder na hora.
    Alguém me perguntou em que ano a web estava. Bom, a Lua vai fazer 15 anos, pelos meus cálculos aqui isso é 2007... Quanto ao casamento... aguarde!

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  3. aaah , faz ela desistir da viajem nana , pf *--*

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  4. Coitada da Lua e do Arthur... Vão namorar a distancia!!! eu não aguentaria.

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