13/07/2012

"My first love"


Capitulo 142 e 143


            As meninas tentavam me passar força, que tudo ficaria bem, e que quando eu menos imaginasse estaria de volta. Meu pai estava um pouco tenso. Minha mãe emocionada de felicidade. Peu me partia o coração chorando tanto ou mais que eu naquele momento, o que não era de se estranhar visto que o maior período que nós ficamos distantes foi às três semanas que ele passou na casa de praia durante as férias sem mim. Mas o que me acabou mesmo foi o Arthur.
            Ele estava com cara de quem não dormiu de tanto chorar, tentou ficar distante de mim o tempo que foi possível, pouco falava. Sabia que pra ele estava sendo a mesma dor que pra mim. Apenas quando ouvi o primeiro chamado do meu voo que ele se aproximou e me abraçou. Chorávamos abraçado como crianças, nós não conseguimos trocar uma sequer palavra a não ser lagrimas por todos os lados.
            Quando meu pai me avisou que eu finalmente deveria ir, que o pessoal do curso já me aguardava é que conseguir falar com o Arthur a única coisa que veio na minha cabeça.
            - Não esquece que eu te amo? – falei me desmanchando.
            - Nunca seria capaz disso. Se cuida minha pequena, e volta pra mim logo tá?! – ele falava tão emocionado quanto eu, e me deu um selinho demorado – Eu vou ficar te esperando.
            Não tive reação pra mais nada, e só me separei dele porque não tinha outro jeito. De longe pude ver que Soph e a Gabi já choravam e a Mel abraçava o irmão. Peu era consolado por meus pais. A cena mais triste até hoje com toda certeza do mundo.
            Entrei naquele avião com a intensão de esquecer tudo, mas precisei tomar um dos meus remédios de enjoo, aqueles que dão sono, pra conseguir dormir a viagem inteira. Triste engano, das onze horas de viagem só conseguir dormir as três primeiras. Foi muito tenso. A supervisora do curso mesmo veio umas três vezes até o local onde estava pra saber se eu estava melhor.
            Ao chegar a Londres, ajeitamos as bagagens, conhecemos os quartos, e lá já passavam das 22:00 horas quando enfim pude ligar pra casa. Estava o bagaço, mas era a única coisa que poderia me animar naquele momento. A diferença de 4 horas do fuso horário me deixou mais tonta do que eu já estava.
            Ao conseguir discar pra casa o telefone nem chamou direito, e Pedro já atendia do outro lado. A voz dele era de quem ficava um pouco mais tranquilo. Perguntei por todos, e ele fez questão de falar, apenas ressaltando que Arthur não tinha nem ido pra faculdade hoje a tarde, nem atendia o celular. Meus pais ainda não tinham chegado da empresa, então falei pra ele que avisasse que cheguei bem, mas que por lá já está tarde eu voltaria a ligar amanhã. E quanto ao Arthur iria tentar mandar um e-mail, pois sabia que ele também não me atenderia.
            Ao entrar no MSN pra abrir meu e-mail, vi que o Arthur estava online. Ele logo veio falar comigo.  Disse que não ligaria a câmera pra que eu não me assustasse, pois realmente tinha passado o dia chorando, mas iria ficar bem. Tudo em seu tempo. Nós conversamos pouco, eu estava com sono e amanhã cedo tínhamos que ir conhecer as dependências da escola nova, bem como alguns lugares julgados como essenciais pra nossa sobrevivência naquele local.
            Depois de falar com Arthur e com Peu fiquei até um pouco mais tranquila, nem parecia que estávamos tão distantes. Tomei um banho e logo dormir.
            No outro dia de manhã fomos acordadas com uma campainha que tocou alto no corredor dos quartos. Pulei da cama achando que era um alarme de incêndio. As meninas que dividiam quarto comigo não tiveram reações muito diferentes da minha. Segundo a monitora, foi apenas por ser o primeiro dia, geralmente esse sinal era só pra recolhermos, de manhã ficaria ao nosso critério uma forma de acordar.
            Voltando a falar sobre as meninas que dividiam quarto comigo, eram duas, uma loira do Rio de Janeiro, Carla, e uma morena de São Paulo também, mas que eu não conhecia antes, a Julia. Essa ultima por sinal tinha uma prima que também estava aqui nessa viagem, mas ficou em outro quarto, pois não poderíamos escolher, era sorteio mesmo.
            Após acordarmos e sermos direcionadas ao refeitório, até então o único local que conhecíamos devido ao jantar quando chegamos ontem. Após o café conhecemos o restante do colégio e fomos aos lugares julgados importantes. Nada mais eram do que farmácias, supermercados, algumas lojas, como se fosse um mini centro comercial que ficava próximo ao colégio, facilitando assim a nossa vida quando precisássemos de algo e estivéssemos em horário livre.
            Por falar em horário, ao retornarmos para a escola tínhamos que levar os nossos documentos e pegar os horários individuais. Lá as coisas funcionavam meio diferentes. O dia acabou bem, falei com as meninas pelo Skipe a tarde, mas não conseguir esperar o Arthur chegar, ele tinha palestra na faculdade a noite. Conversei com minha mãe também. Tive que ligar pra empresa pra isso, pois o horário era muito diferente.
* * *

Capitulo 143

            Os dias se passaram naquela cidade fria, as aulas começaram, fiz novas amizades, muitos brasileiros ali devido a essa seleção, o que tornou ainda mais fácil, saudade apertando, mas todos os dias eu falava com alguém de casa, ou uma das meninas, ou o Arthur. Tudo estava muito bem. Passou um mês, dois, três, aqui eu ainda tinha aula, mas recordei que faltava pouco pras férias no Brasil e consequentemente o aniversário do Arthur.
            Queria dar algo de presente pra ele, mas se mandasse as meninas comprarem lá, não teria a minha cara. Resolvi ir a rua com as meninas e pedi ajuda pra Carlinha e pra Ju. Como foi difícil. Queria algo com a minha cara e a cara dele, mas que não fosse nada muito grande pra dar pra por Sedex. Ao passar em uma loja que vendia pequenos itens de decoração e achei que poderia encontrar algo ali. Não me importava se era algo de valor ou não, minha intensão era surpreendê-lo com uma lembrança minha.
            Achei uma coisa que pudesse se tornar interessante pro que eu queria. Era uma torre replica do relógio Big Ben aqui de Londres, no qual tinha o relógio, um espaço pequeno pra foto logo abaixo e a pequena frase “Their Whole Time To Think About Me” (traduzindo: todo seu tempo pra pensar em mim). Eu preferia um pensar em nós, mas tá valendo.
            Voltei no alojamento imprimir uma foto de nós dois e coloquei no pequeno Big Ben. Ficou bem legal. Procurei saber onde eu teria que ir pra enviar essa encomenda, eu peguei o endereço da Soph direitinho e expliquei a ela. Se eu enviasse no nome da Mel, o Arthur poderia ver o embrulho antes que a Mel guardasse e iria achar estranho, acabando a minha surpresa. Mandei com antecedência mesmo, pra garanti que chegaria a tempo.
            O tão esperado dia chegou e segundo as meninas a reação dele foi inexplicável, uma mistura de cara de choro, com saudade, emoção e felicidade. Falei com ele por telefone, pois a conexão com a internet aquele dia não estava legal. E fiquei sabendo que no sábado todos estariam na casa dele, como no ano passado. Marquei de liga-los através do skipe pra falar com todo mundo junto.
            Foi ótimo aquilo! Passei o dia inteiro conectada, apresentei as meninas que dividiam quarto comigo, conversei com todo mundo, as meninas saíram pra dar uma volta e eu passei a tarde ali dentro daquele quarto. Quando desliguei, foi mesmo que me matar. Voltei a sentir a solidão, e depois de tanto tempo me afoguei em lagrimas.
            Minha vida se resumia a isso aqui. Completaram-se os seis meses, eu recebi a noticia que fui selecionada pra passar mais um ano, e assim foi. A noticia foi muito bem aceita lá em casa, mas ao falar com Arthur tive certeza que aquele parabéns que ele me deu foi da boca pra fora. Assim como eu, ele também preferia que eu voltasse logo. E assim foi, contando os dias pra completar mais um ano.
            Natal, Ano novo, aniversário, tudo foi muito difícil aqui sozinha, mas não tinha outra escolha. Ao se aproximar da data de volta, faltava pouco mais de um mês, tive a surpresa mais indesejada da minha vida.
* * *
Continua...

19 comentários:

  1. +++++++++++++++++++++++ , ele tem qe volta logo :'(

    ResponderExcluir
  2. O arthur arrumo uma namorada ? posta maissss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. caraca so de pensar aqui que o Arthur arumou uma namorada , deu vontade de chora , kkkk tadinha da LUINHA se for isso mesmo !

      Excluir
  3. O pedro avisou que ele tá ficando com outra neh ?
    Prevejo lagrimas

    ResponderExcluir
  4. Pf posta mais se nñ eu vou ter um enfarto ..

    ResponderExcluir
  5. Ai meu Deus quero maiss! Hoje pelo amor de Deus!!!

    ResponderExcluir
  6. Posta maiiiiiis please! Junta eles logooo! Assim é covardia!

    ResponderExcluir
  7. afffff o thur com outra??? nao serio isso eh mancada se for isso eh mancada eles tenq se encontrar e voltar e ter a primeira vez logo

    ResponderExcluir
  8. Amorecos não chorem... não ainda... kkkkkkkkkkkkkk

    ResponderExcluir
  9. eu não ficaria outro ano, não!! agora se ele tem namorada Lua não pode reclamar

    ResponderExcluir
  10. posta mais pelo amor de deus,so mais um
    POR FAVOR...++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

    ResponderExcluir
  11. posta mais !!!!! estou anciosa para o proximo capitulo

    ResponderExcluir
  12. Ah! não acredito será que ele está com outra namorada e o Pedro vai contar para a Lua? NÃO QUERO ELES SEPARADOS! estou chorando mto :( com essa possibilidade.Faz com que elesvoltem a namorar pf!

    ResponderExcluir
  13. ISSO É UMA NOVELA,MAS TODA VEZ QUE LEI ULTIMAMENTE EU CHORO.

    ResponderExcluir