20/08/2012

"Before Dying"



Capitulo quatro












- Você não gosta de cerveja? – pergunta Jake.
Ele está apoiado na pia da sua cozinha, e eu estou em pé perto demais dele. Estou fazendo isso de propósito.
- É que eu estava com vontade de tomar um chá.
Ele dá de ombros, brinda na minha xícara com a garrafa de cerveja e inclina a cabeça para trás para beber. Fico olhando para sua garganta enquanto ele engole, e noto uma pequena cicatriz clara debaixo de seu queixo, uma fina faixa de algum acidente muito antigo. Ele limpa a boca com a manga, percebe que estou olhando.
- Tá tudo bem com você? – pergunta.
- Tá. E com você?
- Também.
- Que bom.
Ele sorri para mim. Tem um belo sorriso. Fico feliz. Seria tudo tão mais difícil se ele fosse feio.
Meia hora antes, Jake e seu amigo Doidinho sorriram um para o outro enquanto faziam Mel e eu entrarmos na casa deles. Aqueles sorrisos queriam dizer que eles tinham se dado bem. Mel disse a eles para não tirarem nenhuma conclusão apressada, mas mesmo assim entramos na sala, e ela deixou Doidinho levar embora o casaco dela. Riu das piadas dele,aceitou os baseados que ele apertou para ela e foi ficando cada vez mais doidona.Posso vê-la pela fresta da porta. Puseram música para tocar, uma melodia lânguida de jazz.Apagaram as luzes para dançar, movendo-se juntos em círculos lentos e chapados pelo carpete. Mel segura um baseado no ar com uma das mãos, enquanto a outra está enfiada no cinto do Doidinho na parte de trás de sua calça. Ele a envolve com os dois braços, de modo que parecem estar apoiando-se um no outro.
Sinto-me subitamente sensata, bebendo chá ali na cozinha, e percebo que preciso prosseguir com meu plano. Afinal de contas, estamos ali por minha causa.
Termino o resto do chá, pouso a xícara sobre o escorregador e chego ainda mais perto deJake. As pontas dos nossos sapatos se tocam.
- Me beija – digo, o que soa ridículo assim que as palavras saem da minha boca, mas Jake não parece ligar. Ele larga a cerveja e se inclina na minha direção.
Beijamo-nos delicadamente, com os lábios mal se tocando, e somente um fiozinho de respiração passa entre nós dois. Eu sempre soube que iria beijar bem. Li todas as revistas, as que falam sobre narizes que batem um no outro, excesso de saliva e onde colocar as mãos. Mas eu não sabia que seria assim, não esperava a aspereza de seu queixo contra o meu, suas mãos explorando suavemente as minhas costas, sua língua correndo por meus lábios e entrando na minha boca.
Passamos vários minutos nos beijando, pressionando nossos corpos juntos, inclinando-nos na direção um do outro. Que alívio estar com alguém que não me conhece. Minhas mãos são ousadas, mergulhando na curva em que suas costas terminam e acariciando-o ali. Como ele parece saudável, sólido.
 Abro os olhos para ver se ele está gostando, mas em vez disso meu olhar é atraído para a janela atrás dele, para as árvores rodeadas pela noite lá fora. Pequenos galhos pretos batem na vidraça como se fossem dedos. Fecho os olhos depressa e me aperto mais junto dele.
Através do meu vestido vermelho, posso sentir o quanto ele me deseja. Ele solta um gemido baixo do fundo da garganta.

- Vamos lá para cima – diz.
Ele tenta me conduzir em direção à porta, mas eu levo a mão espalmada a seu peito para mantê-lo afastado enquanto penso.
- Vamos – diz ele. – Você quer, não quer?
Posso sentir seu coração pulsar através dos meus dedos. Ele sorri para mim, e eu quero,sim, não é? Não é por isso que estou aqui?
- Tá bom.
Sua mão está quente quando ele entrelaça nossos dedos e me faz atravessar a sala em direção à escada. Mel está beijando o Doidinho. Está segurando-o contra a parede, com uma das pernas entre as dele. Quando passamos, eles nos escutam e ambos se viram.Parecem desarrumados e com calor. Mel agita a língua para mim. Sua língua reluz como um peixe dentro de uma caverna.
  Solto a mão de Jake para pegar a bolsa de Mel em cima do sofá. Vasculho lá dentro,consciente de que todo os três estão olhando para mim, e consciente do sorriso lento no rosto do Doidinho. Jake está encostado no batente da porta, esperando. Será que ele esta fazendo o sinal de positivo? Não consigo olhar. Também não consigo achar as camisinhas, não sei nem se é uma caixa ou um pacote, na verdade nem sei que cara elas têm. Envergonhada, resolvo levar a bolsa toda para o andar de cima. Se Mel precisar de uma camisinha, terá de subir para buscar e pronto.
- Vamos – digo.
Sigo Jake até o andar de cima, concentrando-me no movimento de seus quadris para me manter alegre. Sinto-me um pouco estranha, tonta e ligeiramente enjoada. Não achei que subir a escada atrás de um cara fosse me lembrar os corredores do hospital. Talvez eu só esteja cansada. Tento me lembrar das regras sobre o enjôo – sempre que possível, respirar muito ar puro, abrir uma janela ou sair de casa se for possível. Arrumar uma boa terapia de distração – fazer alguma coisa, qualquer coisa, para desviar a mente do enjôo.
- Aqui - diz ele.
O quarto dele não é nada demais – pequeno, com escrivaninha, computador, livros espalhados pelo chão, uma cadeira e uma cama de solteiro. Nas paredes, alguns cartazes empreto e branco – quase todos de músicos de jazz.
Ele me vê olhando para o quarto.
- Pode largar a bolsa – diz.
Depois de recolher algumas roupas sujas de cima da cama e jogá-las no chão, ele ajeito o edredom, senta-se e da uns tapinhas no espaço ao seu lado.Não me mexo. Porque, se eu for sentar naquela cama, preciso que as luzes estejam apagadas.
- Pode acender aquela vela? – pergunto.
Ele abre uma gaveta, tira uma caixinha de fósforos e se levanta para acender a vela sobre a escrivaninha. Apaga a luz do teto e torna a se sentar. Aqui está o menino de verdade, de carne e osso, olhando para mim, me esperando. Este é o momento, mas posso sentir o coração disparando no peito. Talvez a única forma de levar isso até o fim sem que ele pense que eu sou uma completa imbecil é fingir ser outra pessoa. Decido ser Mel, e começo a abrir os botões do vestido dela.
Ele fica me olhando fazer aquilo, um botão, dois botões. Passa a língua pelos lábios. Três botões.Levanta-se da cama.
- Deixa que eu faço isso.
 Seus dedos são velozes. Ele já fez isso antes. Outra menina, em outra noite. Imagino onde ela estará agora. Quatro botões, cinco, e o vestidinho vermelho desliza do ombro até o quadril, cai no chão e aterrissa a meus pés como um beijo. Piso para fora do vestido e fico em pé na frente de Jake só de calcinha e sutiã.
- O que é isso? – Ele franze o cenho para a pele ressecada do meu peito.
- Eu estive doente.
- Doente de quê?
Calo sua boca com beijos.
Meu cheiro é diferente agora que estou praticamente nua – almiscarado, quente. Ele tem umgosto diferente – de fumaça e de algo doce. Vida, talvez.
- Você não vai tirar a roupa? – pergunto com minha melhor voz de Mel.
Ele tira a camiseta por cima da cabeça, com os braços levantados. Por um segundo, não pode me ver, mas está exposto – o peito magro, sardento e jovem, o brilho escuro dos pêlos nas axilas. Joga a camiseta no chão e torna a me beijar. Tenta desafivelar o cinto sem olhar,com uma das mãos, mas não consegue. Afasta-se e fica olhando o tempo todo para mim enquanto abre atabalhoadamente o botão e o fecho ecler. Chuta a calça para o chão e fica naminha frente só de cueca. Por um instante, talvez não tenha certeza, e hesita, parecendo tímido. Reparo em seus pés, inocentes como margaridas, calçados com meias brancas, e sinto vontade de revelar alguma coisa a ele.
- Eu nunca fiz isso antes – digo. – Nunca fui até o fim com nenhum cara.
A cera escorre da vela.Durante um segundo, ele não diz nada, então sacode a cabeça como se simplesmente não conseguisse acreditar.
- Uau, que fantástico.
Faço que sim com a cabeça.
- Vem cá.
Enterro a cabeça no seu ombro. É reconfortante, como se tudo fosse ficar bem. Ele me envolve com um dos braços, e sobe o outro pelas minhas costas para acariciar meu pescoço. Sua mão está quente. Duas horas atrás, eu nem sequer sabia seu nome.
Talvez não precisemos transar. Talvez possamos simplesmente ficar deitados agarradinhos, e dormir abraçados debaixo do edredom. Talvez nos apaixonemos. Ele vai procurar uma cura e eu vou viver para sempre.Mas não.
- Você tem camisinha? – sussurra ele.
 – Eu fiquei sem.
Estendo a mão para pegar a bolsa de Mel, viro-a de cabeça para baixo no chão aos nossos pés, ele pega o que precisa, põe a camisinha sobre a mesa de cabeceira e começa a tirar as meias.Tiro o sutiã devagar. Nunca fiquei pelada na frente de um cara. Ele me olha como se quisesse me devorar e não soubesse por onde começar. Posso ouvir meu coração batendo feito louco. Ele tem dificuldade para tirar a cueca, abaixando-a por cima do pau duro (Pessoal nesta parte eu ri). Tiro a calcinha, percebo que estou tremendo. Estamos os dois nus. Penso em Adão e Eva.
- Vai ficar tudo bem – diz ele, então me pega pela mão e me leva até a cama, afasta o edredom, e nos deitamos. A cama é um barco. Um ninho. Um lugar para se esconder.
- Você vai adorar – diz ele.
Começamos a nos beijar, devagarzinho no início, e seus dedos traçam preguiçosamente o contorno dos meus ossos. Gosto disso – da nossa delicadeza um com o outro, da nossa lentidão a luz da vela. Mas ela não dura muito. Seus beijos vão ficando mais profundos, sua língua se move depressa, como se ele não conseguisse chegar perto o suficiente. Suas mãos agora também estão ocupadas, apertando e esfregando. Será que ele está procurando alguma coisa em especial? Ele não pára de dizer:
- Ah, sim, ah, sim – mas não acho que esteja falando comigo. Está de olhos fechados,abocanhando o meu peito.
- Olha para mim – diga a ele.
– Preciso que você olhe para mim.
Ele se ergue apoiado em um dos cotovelos.
- O quê?
- Eu não sei o que fazer.
- Você está indo bem. – Seus olhos estão tão escuros que eu não o reconheço. É como se ele houvesse se transformado em outra pessoa, e não fosse nem o semi-desconhecido de alguns minutos atrás.
 – Está tudo bem.
E ele volta a beijar meu pescoço, meus seios, minha barriga, até eu não conseguir mais ver seu rosto outra vez.As mãos dele vão descendo, e eu não sei como lhe dizer para não fazer isso. Afasto os quadris dele, mas ele não pára. Seus dedos se agitam entre minhas pernas e eu solto um arquejo de espanto, porque ninguém nunca fez isso em mim antes.
O que há de errado comigo para não saber fazer isso? Achei que fosse saber o que fazer, oque iria acontecer. Mas está tudo fugindo ao meu controle, como se Jake estivesse me obrigando a fazê-lo, quando quem deveria estar conduzindo as coisas era eu.
Aperto-me de encontro a ele, envolvo suas costas com os braços e o afago ali, como se fosse um cachorro que eu não compreendo.
Ele sobe um pouco mais na cama e se senta.
- Tudo bem?
Faço que sim.
Ele estende a mão para a mesa onde deixou a camisinha. Fico olhando enquanto a coloca.Ele faz isso depressa. É um especialista em camisinhas.
- Preparada?
Torno a assentir. Parece grosseiro não o fazer.Ele se deita, afasta minhas pernas com as suas, pressiona o corpo mais para perto, com o peso apoiado sobre mim. Logo irei senti-lo dentro de mim. E saberei por que todo o alarde. Isso foi idéia minha.
Percebo muitas coisas enquanto os números de néon vermelho do seu despertador digitalpassam de 3:15h para 3:19h. Percebo que seus sapatos estão de lado junto à porta. A porta não está fechada direito. Há uma sombra estranha no canto mais afastado do teto que parece o rosto de alguém. Penso em um homem gordo que vi certa vez, suando enquanto descia a nossa rua fazendo cooper . Penso em uma maçã. Penso que um lugar segura para estar seria debaixo da cama, ou com a cabeça no colo de minha mãe.
Ele está apoiado nos braços, movendo-se devagar em cima de mim, com o rosto virado para o lado, os olhos fechados com força. É isso. Está acontecendo de verdade. Estou vivendo isso agora. Sexo.
Quando termina, fosse deitada embaixo dele sentindo-me sobretudo silenciosa e pequena.Ficamos assim durante algum tempo, depois ele rola para o lado e me olha através da escuridão.
- O que houve? – pergunta. – Qual o problema?
Não consigo olhar para ele, então chego mais perto, enterro-me mais fundo, escondo-me em seus braços. Sei que estou fazendo papel de boba. Estou fungando em cima dele feito um bebê, e não consigo parar, é horrível. Ele traça círculos com a mão nas minhas costas,sussurra “Shhh” no meu ouvido, e depois de algum tempo me solta para poder olhar para mim.
- O que foi? Você não vai dizer que não queria, vai?
Enxugo os olhos no edredom. Sento-me, com os pés pendurados na beirada da cama até o carpete. Sento-me de costas para ele, piscando os olhos, tentando localizar minhas roupas.São sombras desconhecidas espalhadas pelo chão.
Quando eu era criança, sempre montava nas costas do meu pai. Era tão pequena que ele tinha de segurar minhas costas com as duas mãos para eu não cair para trás, mas ficava tão alta que conseguia tocar as folhas das árvores. Eu jamais poderia contar isso a Jake. Não faria nenhuma diferença para ele. Não acho que palavras atinjam as pessoas. Talvez nada atinja.
 Visto as roupas apressada. O vestido vermelho parece menor do que nunca; puxo-o para baixo, tentando cobrir os joelhos. Será que eu fui mesmo a uma boate vestida assim?Calço os sapatos, torno a colocar as coisas dentro da bolsa de Mel.
- Você não precisa ir embora – diz Jake.
 Está apoiado em um dos cotovelos. Seu peito parece pálido à luz trêmula da vela.
- Eu quero ir.
Ele torna a se jogar sobre o travesseiro. Um de seus braços está pendurado na beirada da cama; seus dedos se curvam ao tocar o chão. Ele sacode a cabeça bem devagar.
Mel está deitada no sofá no andar de baixo. O Doidinho também. Estão deitados juntos,com os braços entrelaçados, os rostos muito próximos. Detesto o fato de para Mel estar tudo bem. Ela está até usando a camisa dele. Os botõezinhos fofos enfileirados me fazem pensar naquela casa de açúcar da história infantil. Ajoelho-me ao lado de Mel e passo o dedo bem de leve em seu braço. O braço está quente. Aliso-a até ela abrir os olhos. Ela pisca para mim.
- Ei – sussurra. – Já terminou?
Faço que sim com a cabeça, e não posso evitar sorrir, o que é estranho. Ela se desprende dos braços do Doidinho, senta-se e examina o chão.
- Tem algum fumo por aí?
Encontro a lata com a maconha e lhe entrego, depois vou até a cozinha beber um copo d’água. Penso que ela vai me seguir, mas não. Como podemos conversar com o Doidinho na sala? Bebo a água, ponho o copo em cima do escorredor e volto para a sala. Sento-me no chão aos pés de Mel enquanto ela lambe uma seda e a prende a outra, lambe uma terceira, prende-a também, rasga fora os cantos.
- E aí – diz ela. – Como foi?
- Legal.
Uma luz pulsa através da cortina e me ofusca. Tudo que consigo ver é o brilho de seus dentes.
- Ele mandou bem?
Penso em Jake no andar de cima, com a mão pendurada rente ao chão.
- Não sei.
Mel traga, me olha com um ar curioso, solta a fumaça.
- Você tem que se acostumar. Minha mãe disse uma vez que sexo eram só três minutos de prazer. Pensei: só isso? Vai ser mais do que isso para mim! E é. Se você os deixareles pensarem que são ótimos, de alguma forma tudo corre bem.
Levanto-me, vou até as cortinas e as abro mais. As luzes da rua ainda estão acesas. Não está nem perto de amanhecer.
- Você simplesmente deixou ele lá em cima? – pergunta Mel.
- Acho que sim.
- Meio mal-educado isso. Devia subir lá e tentar outra vez.
- Não quero.
- Bom, a gente não pode ir pra casa ainda. Estou muito chapada.
Ela apaga o baseado no cinzeiro, torna a se acomodar junto a Scott e fecha os olhos. Passo séculos olhando para ela, para o subir e descer de sua respiração. Uma fileira de luzes na parede lança um brilho suave pelo carpete. Há um tapete, também, pequeno e oval, com manchas azuis e verdes, como o mar.Volto para a cozinha e ponho água para ferver. Em cima da bancada há um pedaço de papel. Nele, alguém escreveu:
queijo, manteiga, feijão, pão.
 Sento-me em um banco diante da mesa da cozinha e acrescento:
Chocolate  crocante, um pacote de ovos de chocolate com recheio de creme
. Quero especialmente os ovos de chocolate, porque adora comê-los na Páscoa. Faltam duzentos e dezessete dias para a Páscoa.
Talvez eu devesse ser um pouco mais realista. Risco os ovos de chocolate e escrevo:Papai Noel de chocolate, papel laminado vermelho e verde, com um sino em volta do pescoço.Isso talvez eu consiga. Faltam cento e trinta dias para o Natal.
Viro o pedacinho de papel e escrevo: Lua Blanco. Um bom nome, meu pai sempre diz. Se eu conseguir fazer meu nome caber nesse papelzinho mais de cinqüenta vezes, tudo vai ficar bem. Escrevo em letras muito miúdas, como a fadinha do dente poderia escrever em resposta à carta de uma criança. Meu pulso dói. A chaleira apita. A cozinha se enche de vapor.


7 comentários:

  1. eu estou adorano a web novela, before, posta mais, ta.

    ResponderExcluir
  2. Só não percebi o jack é o arthur ou é só um amigo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A WEB É SÓ LUA E ARTHUR NÃO ESTÁ NA WEB.. BEIJOS

      Excluir
  3. Como assim o arthur nao vai aparecer na web?

    ResponderExcluir
  4. o arthur nao vai aparecer na historia não?

    ResponderExcluir
  5. ah que chato nao vai ter o arthur entao perdeu a graça xau mais posta mais a bela e a fera pf

    ResponderExcluir
  6. Amor Per-fei-ta a Web eu estava realmente procurando algo assim! fora dos paro~es sem romances e Tal'z !A web só fica melhor se vc postar pelomenos 2 vezes na semana pq só uma vez é poco!

    ResponderExcluir