28/08/2012

"Contato Imediato"

                                                       Capitulo 18 (Penúltimo Capitulo)
             

Dezenove 

- Vão primeiro. Ainda tenho certas coisas para resolver.
 
Por Deus. Como uma pessoa conseguia ser tão indesejável como
 Arthur? Eu não queria mais conversar com ele. Depois de nossa discussão calorosa sobre ele apagar a minha mente, coisa que ele não queria e usava o meu cérebro pequeno como desculpa para não fazê-lo. 
- Não tem. Pode ir. Aliás, é um favor que você faz subindo pela luz.
 
Minha ironia havia retornado com toda a sua pujança. Eu estava com as marcas úmidas de lágrimas por toda a face e com uma imensa vontade de chorar ainda mais. Os olhos dele me davam essa vontade. Olhar neles e me ver refletida tornava tudo tão mais doloroso que eu não conseguia saber se havia alguma dor mais potente no mundo. Eu ri, pensando que a dor só conseguiria ser maior se eu fosse maior. Eu a podia sentir passando por todas as células do meu corpo, doendo uma por uma até se tornar uma dor insuportável. Uma dor que só não era irreparável porque eu faria de tudo para ter a mente apagada.
 
- Saiam de trás da barreira com as mãos para cima. – a voz esganiçada de Izzy gritou, e logo outra voz a ajudou em sua intimação.
 
- Isso mesmo. Aliens e humanos, saiam de trás da barreira.
 
Eu fiz questão de ignorar os aparvalhados agentes e prestei atenção em
 Arthur, que se aproximava de mim com uma expressão que me daria medo, se eu não estivesse tão furiosa. 
- Você não quer que eu vá embora,
 Lua Blanco. Eu vejo dentro de você, sei o que você quer e precisa. 
Arrogante dos infernos. Maldito alien. Eu teria muitas mais dessas ofensas e teria dito todas elas, se a sua mão não tivesse segurado meu braço e me puxado na direção dela.
 
“Escute seu coração dessa vez,
 Lua. Não a razão.” A voz de Chay ainda reverberava em minha mente. Eu já havia desconfiado dos poderes psíquicos dos Ets, mas apenas hoje Chay havia me dado uma confirmação. 
- Eu não quero nada de você, seu mentiroso desprezível.
 
- Nunca menti para você. – ele olhou em meus olhos, ainda mais enfurecido por eu tê-lo chamado de mentiroso, e me fez parar no lugar, enquanto eu me retorcia para me afastar dele. O seu contato era prejudicial ao meu juízo. Seus olhos tão quentes e furiosos presos no meu também não estavam ajudando em nada a manter minha decisão irrevogável.
 
Sua mão não afrouxava o aperto em meu braço e tentei me libertar mais uma vez, mas isso apenas pareceu deixá-lo ainda mais nervoso.
 
- Sim, você é um mentiroso idiota e sujo. – eu quase cuspi as palavras, tomando força em minha decepção para lutar de igual para igual com ele. – Achou que eu nunca saberia o que Mra T Nhé significa? Achou que eu nunca iria perceber que você tentava me seduzir apenas para que eu não desistisse de te levar até a porcaria da sua nave. – ele soltou o aperto de meu braço e eu quase cai no chão, mas me recompus rapidamente para completar: - O problema da mentira,
 Arthur, é que ela tem perna curta. 
Ele se afastou e colocou as duas mãos na cabeça enquanto dava voltas perto do carro, sem se aproximar muito da barreira que nos protegia e que era bombardeada por tiros e pelos últimos sons, com certeza por bombas também.
 
- Por que você tem que sempre entender as coisas erradas,
 Lua? – ele disse quase rugindo e era notável que ele arrancaria a minha cabeça no meu primeiro vacilo. – É incrível! Eu tento te dar todas as pistas do que acontece, do que se passa aqui. – ele colocou a mão no peito e meus olhos se fixaram em seus dedos pousados no coração. – Eu preciso dizer com todas as letras para você entender? Devo soletrar, Lua? 
- Não precisa, eu já entendi tudo. Você me usou. Não sei se em Airamidniv é assim, mas aqui isso é muito feio. – eu estava tão furiosa quanto ele e entre nós parecia vibrar um campo magnético feito da mais pura tensão. – Vamos acabar logo com isso. Apague minha mente e tudo feito.
 
- Astranuk! Eu. Não. Vou. Apagar. Sua. Mente. – ele gritou pausadamente, me fazendo tremer com a raiva de sua voz, mesmo sem ter entendido a primeira palavra. – Astranuk é um palavrão dos mais ofensivos de Airamidniv e sim, eu estou muito nervoso porque eu simplesmente não consigo fazer você entender o que acontece entre eu e você.
 
Eu ignorei o fato de ele, mais uma vez, ter parecido ler minha mente e disse, com os braços cruzados no peito que aquilo era um abuso dos grandes.
 
- Abuso? – ele respirou fundo, tentando desesperadamente não me esganar e se aproximou segurando minha mão. – Acho que eu vou ter que te mostrar, só assim você vai entender.
 
Eu tentei dar um passo para trás, mas ele me puxou para os seus braços e de repente nossos corpos se transformaram em vapor e eu senti uma sensação estranha no estômago, me vendo então, na cratera quente onde eu e
 Mel havíamos achado Arthur e Chay. 
Eu podia me ver, ajoelhada e acariciando o rosto de
 Arthur. 
- Isso tudo vai ser pelo meu ponto de vista, o que você sentir, será o que eu senti. – ele olhou em meus olhos com suas profundezas de chocolate e eu me senti perder o ar.
 
Eu senti. Conforme minhas mãos tocavam seu rosto, eu sentia uma paz infinita, misturada com um prazer que parecia aumentar conforme os meus dedos deslizavam pelo seu pescoço. Mais uma vez senti aquela sensação no estômago, e foi como se a cena avançasse e estivéssemos agora no momento em que ele segurara minha mão e nossos olhos se encontraram. O meu coração se apertou, sentindo o que ele sentira antes. Era quase como ele me olhava. Aquele aperto dolorido e ao mesmo tempo tão certo que você tem certeza do que sente, mesmo negando a si mesmo.
 
- Você sentiu isso? – ele perguntou e eu apenas assenti, tentando não dizer nada que estragasse o momento e despedaçasse minhas ilusões. Aquele aperto no peito era o mesmo que eu senti quando olhei em seus olhos. E que eu sentia toda vez que isso se repetia. Aquele aperto que significava que eu o amava.
 
Mais uma vez fora como se a cena fosse adiantada e eu me vi em seus braços enquanto ele me colocava na cama, na primeira noite que ele dormira em meu apartamento. Seu coração estava disparado, e eu sentia o calor que o dominava todo. Ele tremia e desejava abaixar a cabeça, para tocar meus lábios. Eu senti e isso fez com que eu erguesse os olhos para oArthur, que me acompanhava, e ele sorriu triste, apertando a minha mão um pouco mais.
 
- Meu desejo por você era grande demais,
 Lua. Mas não maior que os meus sentimentos mais contidos. Eu nunca sentira uma avalanche de sentimentos como aquela. Por isso fiz questão para que você sentisse uma parte deles. E a todo instante você dava indícios que nada poderia acontecer entre nós, deixando bem claro que eu e você nunca poderíamos ter nada. Eu seria sempre o alien, e você sempre a terráquea. 
- Mas foi você quem foi arrogante comigo e...
 
- Somos tão parecidos,
 Lua. – ele se virou para mim e colocou a mão no meu rosto, me permitindo sentir o seu calor em mim, mais uma vez, enquanto seus cabelos tão lindos esvoaçavam, quase tirando a minha atenção de seus olhos. Quase. Eu nunca conseguiria deixar de olhar para aqueles olhos castanhos e profundos. – Você sentiu tudo o que eu senti naquele momento, e assim como eu, você fica totalmente desprotegida quando os sentimentos assumem e tiram sua razão. Eles eram forte demais, e eu não queria ser abatido por eles. 
Eu sabia exatamente do que ele falava. Eu era abatida por eles diariamente, especialmente quando olhava em seus olhos. Eles tinham a magia certa para tirar de mim todos os males e me fazer enlouquecer, sucumbir aos sentimentos.
 
Senti algo como um gancho no estômago mais uma vez e me vi naquele posto de gasolina, entre os braços de
 Arthur, sentindo desejo e ouvindo mais uma vez aquele barulho bem parecido com sinos. As sensações me assolavam. Eu sentia aquela sensação de que está tudo certo, como sempre deveria ser, sentia o desejo que latejava nas veias de Arthur, sentia o seu coração disparar, contente por ter-me em seus braços e contente por me ver correspondendo à sua carícia. 
Meu corpo vibrava de desejo, eu sentia todo o prazer que
 Arthur sentia, e de repente foi como se mais uma vez a cena fosse adiantada e me vi sentada no carro, na direção, enquantoArthur estava sentado no banco traseiro. Eu me recordava bem daquela vez. Fora quando eu tivera alucinação enquanto dirigia para Hamilton. 
- Você sabe que não foi uma alucinação. Eu estava te provocando, vendo até que ponto você desejava meu toque, queria meus beijos, ansiava por meu corpo... – a voz dele estava rouca e não pude resistir a fechar os olhos enquanto ouvia suas palavras cada vez mais próximas ao meu ouvido. O prazer da cena de nosso beijo ainda estava presente entre nós, e com essa nova cena, eu estava ainda mais quente por dentro. Eu sabia que cena viria a seguir, por isso apenas deixei que meu estômago se revirasse, para depois abrir os olhos e ver a nós dois parados na chuva, do lado de fora da fazenda, enquanto eu o acusava de me amar. Eu ainda me recordava da resposta, e o
 Arthur ao meu lado as repetiu ao mesmo tempo em que oArthur molhado de chuva, cujo coração palpitava freneticamente, em um quase desespero, me desejando como nunca desejara nada na vida. 
- E quando eu disse que não amava?
 
Eu sorri, enlouquecida com o quão verdadeiras aquelas palavras soaram e adiantando a cena apenas um pouco, nos vi chegando ao ápice de nossos corpos e prazeres, e senti mais do que apenas a satisfação de
 Arthur. Senti carinho, ternura, prazer, mas muita felicidade e aquele sentimento que eu negara a mim mesma que estivesse sentindo por muitos dias. Amor. 
- Enfim você percebeu, não? – ele disse enquanto eu o encarava de olhos arregalados, procurando um ponto em seu rosto, em tudo a nossa volta que me dissesse que eu estava apenas imaginando coisas. – Até que enfim!
 
- Eu... Eu...
 
- Mra T Nhé,
 Lua. – ele disse com um sorriso contente. As coisas estavam se acertando. – E agora que você sabe o que isso significa e viu tudo o que eu senti ao seu lado, pode me dizer se acredita em minhas palavras. 
- Você me ama...
 
Ele segurou minhas mãos, contente, com um sorriso resplandecente, esperando por minhas palavras, e de repente eu vi que não havia nada que eu quisesse naquele momento mais do que beijar seus lábios com todo o meu coração.
 
E foi o que fiz.
 
Nossos lábios se tocaram com receio, no princípio. Os barulhos de tiros ainda podiam ser ouvidos do lado de fora foram rapidamente abafados quando a mão de
 Arthur trouxe meu corpo para mais perto dele, enquanto ele se encostava no carro e me beijava com fome. Passei minhas mãos por seu pescoço, arranhando de leve sua nuca, desejando que aquele momento não terminasse nunca. Eu era amada. Eu era amada por Arthur. 
Aquelas palavras ficavam dando voltas na minha cabeça, tornando tudo mais lindo ainda, me deixando quente e mais desejosa de
 Arthur ainda. Uma de suas mãos subiu por minha cintura, entrando por dentro da camiseta e tocando minhas costas de um jeito sedutor que pareceu acender ainda mais as coisas dentro de mim. 
Como ele conseguia despertar tantas sensações em mim ao mesmo tempo?
 
Minhas pernas tremiam, meu peito estava disparado e tudo o que eu sabia era que eu deveria me aproximar mais dele, coisa que fiz, quase nos fundindo em um só, enquanto ele nos trocava de lugar e me colocava em cima do capô do carro, sem parar de me beijar e inclinando-se sobre mim, deslizando seus lábios agora para meu pescoço, beijando-o e sugando logo em seguida. Sua boca tocou o lóbulo de minha orelha e sussurrou que me amava na sua língua natal, o que arrepiou ainda mais o meu corpo. Sua voz estava rouca e aquele sotaque parecia ainda mais sedutor.
 
- Eu amo você,
 Arthur. Amo. 
Arthur me colocou sentada e me fez olhar em seus olhos para dizer:
 
- Você é minha mrakni,
 Lua. Eu não posso te deixar aqui. Você tem que vir comigo. Vamos ser felizes juntos, seremos... Como um só. – ele sorriu e de repente foi como se toda a realidade voltasse para minha cabeça. 
Não podíamos.
 
- Allie... – eu tentei, mas não consegui completar minha frase. Ela estava na nave, esperando por seu noivo, enquanto ele estava aos beijos comigo e me dizendo que eu era a sua mrakni. Não seria justo comigo se fosse o contrário. Se eu fosse a noiva e Allie a mrakni.
 
- Ela terá que aceitar. – ele tentou me beijar novamente, mas eu desviei, fazendo com que ele olhasse sério para mim.
 
- Uma vez eu te perguntei o que aconteceria se você encontrasse sua mrakni e você me dissera que não poderia ficar com ela. – eu disse, enquanto descia de cima do carro com uma mão na cabeça, que estava latejando de dor. A racionalidade havia voltado e junto com ela a conversa que eu havia tido com
 Chay. A família de Arthur esperava que ele se casasse com Allie, esperava que ele se tornasse o subnaul, assim como estavam todos orgulhosos de ele ser o primeiro chefe das expedições interplanetárias. “Eu deixaria Airamidniv e tudo relacionado a ela por Mel. Eu não tenho muito a que perder por lá. Mas Arthur tem.” As palavras de Chay pioravam a minha dor de cabeça e me deixavam à beira das lágrimas. Eu não poderia fazer aquilo. Ficar ao lado de Arthur seria o mesmo que pedir para ele desistir de tudo o que ele sempre batalhara para conquistar apenas por que ele me amava. A família dele esperava por ele. Eu não deveria permitir que Arthur decepcionasse a todos me apresentando como o motivo para que ele desistisse de tudo. 
“A sua família inteira serviu nas expedições interplanetárias e em anos,
 Arthur é o primeiro chefe. Estão todos muito orgulhosos dele, e ficarão ainda mais quando ele se casar e se tornar o subnaul.” 
-
 Lua, não... 
Ele sabia o que eu estava pensando. Eu podia sentir a presença de
 Arthur em minha cabeça. Ele podia ler meus pensamentos. Ele sabia. 
- Por favor,
 Lua. – a voz dele era triste, e eu que pensava nunca ver Arthur chorar, vi várias lágrimas escorrerem de seus olhos, tristes enquanto seu olhar implorava para que eu não fizesse aquilo conosco. 
-
 Arthur. Não posso. Não posso. – coloquei a mão na cabeça, lutando para que a dor de cabeça passasse, mas a dor em meu coração era pior. 
- Não faça isso conosco,
 Lua. Por favor. – ele verbalizou. – Eu não me importo. Eu juro que desistiria de tudo isso para que eu pudesse ficar com você. 
- Não posso fazer isso com eles, eles esperam por isso. Allie merece o seu amor.
 
Dando um soco no capô do carro, ele se virou para mim, as suas lágrimas agora eram espelhadas no meu olhar. Eu estava péssima, sabia que estava partindo o coração dele, mas sabia que era para um bem maior, ele me agradeceria depois.
 
- Mas meu amor é seu,
 Lua! – ele bradou. – Seu! Não entende? Eles podem entender isso depois, eles vão te aceitar, vão perceber que você é minha mrakni. 
- Você vai me agradecer depois,
 Arthur. 
Ele se ajoelhou no chão à minha frente, e a minha decisão pareceu ainda mais difícil de ser tomada. Eu não queria deixá-lo. Mas deveria.
 
- Eu não vou agradecer. Vou padecer, entende?! – ele gritou. – Astranuk!
 
Ele não padeceria. Não tanto quanto eu. Mas eu tinha a solução para evitar que isso acontecesse comigo. Eu não sabia se seria possível tirá-lo do meu coração, mas se eu pelo menos conseguisse pensar menos em
 Arthur, provavelmente os sentimentos em meu coração se apagariam aos poucos, até o dia em que eu não me lembrasse dele. Ou pelo menos não sofresse ao me lembrar. 
Arthur estava ajoelhado aos meus pés e eu me senti a pior da pessoas do mundo fazendo aquilo com ele. Mas eu sabia que era o certo. Sentia que era o certo, por mais que doesse no fundo da minha alma saber que estava abrindo mão do amor da minha vida, da minha alma gêmea.
 
- Você é minha mrakni,
 Lua. Eles vão entender, eles têm que entender. 
- Não quero que você os decepcione. – ele não entenderia agora, mas no futuro ele saberia a verdade. – Eu sou uma terráquea,
 Arthur. Imagine como será para eles saber que você deu as costas a tudo porque se apaixonou por uma terráquea. 
- Eu posso dar as costas a eles também.
 
Eu coloquei as duas mãos na cabeça, achando aquilo um absurdo.
 
- Tem noção das sandices que está dizendo?
 
- Eu não me importo para o que eu digo, para o que eu faço, para nada. Eu estou fazendo de tudo para você não me deixar e parece que não está dando certo.
 
- Vamos fazer isso mais fácil para nós dois,
 Arthur. 
Eu me abaixei até ficar com os joelhos próximos ao chão e segurei a mão dele, colocando-a na minha cabeça. Eu não precisaria dizer o que eu queria que ele fizesse.
 
Ele se levantou e me puxou junto com ele. Eu fiquei confusa com a rapidez de seus movimentos e vi o raio de luz saindo da nave e ficando bem perto de nós, atraindo mais lágrimas para nossos olhos. Estava na hora de partir.
 
- Apague a minha mente.
 
- Não vou fazer isso. – ele disse, colocando a testa dele na minha. – Você sempre disse que eu era um arrogante egoísta, e eu o serei dessa vez. Quero que você sofra tudo o que eu vou sofrer. Quero que chore o tanto que eu vou chorar quando me lembrar desse momento. Quero que você ofegue de desejo quando se lembrar de nossos toques, do quanto éramos bons juntos.
 
Tentei chamar seu nome, mas as palavras pareciam presas pela quantidade absurda de lágrimas que eu derramava. Eu sabia que aconteceria tudo o que ele dizia. Eu já sentia tudo aquilo, mas era o certo.
 
Ele tocou meu rosto, tentando memorizar meu rosto, e não pude resistir a fazer o mesmo, tocando seu rosto por inteiro, guardando todas as linhas de seu rosto, respirando fundo para memorizar o seu cheiro e encarando bem seus cabelos para me lembrar daquela cor tão linda e indefinida que me despertara tantos sonhos que agora pareciam impossíveis.
 
- Vou conservar sua mente,
 Lua, para que se lembre do quanto nos amamos e de que somos almas gêmeas. 
A luz atrás de nós pareceu ficar mais forte e eu tive que tampar os olhos para que ela não me cegasse, o que com certeza deveria estar acontecendo com todos os policiais e agentes do lado de fora da barreira.
 
Arthur me puxou contra ele e tocou meus lábios com os seus, beijando-me de um modo delicado que me assombraria pelo resto dos meus dias.
 
- Mra T Nhé,
 Lua. 
E sem esperar que eu dissesse mais alguma coisa, entrou sob o facho de luz, que reduziu de intensidade e o sugou para o interior da nave.
 
Meus olhos se fixaram na enorme nave que subia suavemente e de repente tomou velocidade total, desaparecendo na frente dos meus olhos e levando com ela as duas pessoas que eu mais amava e toda a minha esperança.
 

10 comentários:

  1. Que ele foi embora sem ela,essa Lua é louca ou coisa parecida.Posta logo to ficando louca

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  2. OMG mais, eu necessito de mais!

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  3. eu estou adorando a web novela, contato imeidaito, pena que esta acabando, sera que a lua e o arthur vao ficar juntos, tomara que sim, ne.

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  4. Menina!!Que me mata do coraçao!!!!!!pelo amor de deus posta logo.......eu to tendo um piripaque aqui....eu sei que é meio cliche o que eu vou dizer.deixa eles ficarem juntos por favor.....eu sei que hj em dia isso nao acontece,mais por favor deixa pelo menos na novela as coisas acontecerem com devem,please...

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  5. ELES TEM QUE FICAR JUNTOS PF PF PF! TO QUASE CHORANDO AQUI DE TAO LINDO FAZ SEGUNDA TEMPORADA PF!

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  6. Eu to ficando Lucy aqui,pelo amor de Deus não faz isso comigo,deixa eles ficarem juntos.Faz ele voltar para buscar o amor de sua vida,sua mrakni.Pelo Amor de Deus eu to pirando aqui !

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  7. ta Lucy bruna?Você quer morrer?Eu vou te sequestrar e vou ter o poder de entrar em sua mente igual arthur faz e buscar por todas suas ideias.e depois te obrigar a fazer fic mais uma de suas fics perfeitas.Ah e quando vai começar a nova temporada de bela e a fera??

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  8. haaaaaah,posta logo Bruna,eles nao podem ficar separados,ho Lua teiomosa viu?amo essa web!! vai ter 2 temporada?
    de sua chara:Bru Duarte

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