05/08/2012

"Contato Imediato"

 Capitulo 7 (Parte I)


Sete 

Disquei os números do celular de
 Mel meio desesperada, e minha amiga me atendeu prontamente. Com certeza ela estava esperando por minha ligação, mesmo eu não tendo dito que ligaria. Era algo que acontecia simplesmente entre nós, sabíamos o momento certo de ligar uma para a outra. Talvez tantos anos de amizade nos permitiram que soubéssemos exatamente o que a outra precisava. 
- Amiga, preciso de sua ajuda.
 
Com certeza.
 Mel sempre precisava de alguma coisa. E no momento ela queria a minha ajuda para algo bem sacana, e isso era notado pelo tom de sua voz. Pensando bem, Mel precisava mesmo era de um bom psiquiatra, coisa que eu nunca pensara antes, mas que ela já devia estar necessitada há um bom tempo. 
- O que é?
 
- Eu estou muito em dúvida do que vestir.
 
Franzi a testa, tentando repassar o que eu tinha ouvido e saber se realmente tinha escutado aquelas palavras. Essa não era a
 Mel que eu conhecia. Geralmente era o contrário, eu ligava para ela praticamente desesperada por não saber o que vestir ou como prender o meu cabelo de um jeito legal. Mel sempre fora desapegada no que dizia respeito a moda. Sendo confortável para ela, estava ótimo. Enquanto para mim, isso sempre fizera a maior diferença, o que tornava o pedido da minha amiga ainda mais estranho. 
- Você vai sair? - perguntei estranhando.
 
- Não, vou dormir. E esse é o problema. Meu quarto fica de frente para a sala, onde o
 Chay vai dormir, aí eu não sei o que vestir para o caso dele querer fazer uma investida noturna no meu quarto. 
Resisti ao impulso de bater a cabeça na porta fechada.
 Mel perdera o controle de vez. Realmente. 
- Veste um pijama e tranca a porta.
 
Simples e fácil. E era exatamente isso que eu faria assim que colocasse o meu pijama, pois apesar de ter dormido até poucas horas atrás, eu ainda estava com muito cansada e sabia que o dia seguinte seria dificil. Todas as segundas feiras o eram. E com o fim de ano, o jornal se tornava ainda mais difícil de lidar.
 
E não era só pelo jornal que a minha semana seria complicada, essa semana eu teria que cuidar de um alien desconhecido também. Alien esse que estava empenhando todos os seus esforços em me tirar do sério, coisa que não demoraria muito para que ele conseguisse.
 
- Não. Eu quero que ele faça a investida. Quero mais que uma investida, quero...
 
- OK. Veste qualquer coisa, já que sua intenção é tirar mesmo. - cortei antes que ela falasse qualquer coisa que me fizesse voltar a pensar em sexo, pois eu não conseguia tirar
 Arthur da cabeça, e pensar em Arthur e sexo ao mesmo tempo era perigoso demais. E me deixava ainda mais descontrolada. Quem sabe não fosse apenas Mel quem precisaria de um psiquiatra... 
- Melhor uma camisola no estilo "eu sou virgenzinha" ou um baby doll no estilo "me joga na parede e entra com sua nave, garotão"?
 
Meu Deus! Ela perdera de vez toda a noção. Ela estava fora de si, só podia. Ou quem sabe
 Chay estivesse fazendo um jogo de sedução bem mais forte do que Arthur estava fazendo, para tirar Mel do sério daquela maneira. Não que algum dia ela tenha sido séria, claro. Mas dessa vez ela estava ultrapassando os limites. 
- Acho melhor você tomar dois ou três comprimidos para problemas mentais. Sério.
 
- Estou tão em dúvida. - ela disse, me fazendo rir.
 Mel não tinha idéia do que estava fazendo mesmo. - Mas tudo bem, vestirei o baby doll. - bati a mão na testa sem dizer nada a ela.Mel já estava fora do controle demais para que eu pudesse dizer mais alguma coisa que piorasse a situação. - Outra coisa: chocolate ou menta? 
Franzi a testa mais uma vez, sabendo que essa era a conversa mais estranha que eu tinha com ela. E isso porque já faláramos sobre coisas bem estranhas antes. Como o que aconteceria se ela fosse abduzida por chocolates em forma de tartaruga gigantes e o que fazer se Ashton Kutcher fosse gay e não apenas chegado em mulheres mais velhas.
 
- Que tipo de pergunta é essa?
 
- A camisinha. De chocolate ou mentolada?
 
Eu deveria desligar o telefone depressa, antes que ela ficasse ainda mais fora de controle. Eu tinha medo do que ela poderia fazer a
 Chay, porque estava bem claro que não era ele que estava seduzindo. Era exatamente o contrário. Quem sabe até mesmo Arthur teria que tomar umas aulas com Mel. 
- Vai dormir,
 Mel. Tchau. Passo na loja amanhã para deixar o Arthur antes de ir trabalhar. - disse ávida por desligar o telefone e deixar minha amiga pirada sozinha com suas loucuras. 
-
 Lua. Não se reprima. 
Eu estava crente que
 Mel tinha bebido pelo menos uma garrafa de vinho, quem sabe cinco. Ela não citaria Menudo assim, se não estivesse bêbada. Mas como ela lembrara bem, eu era a melhor em biologia, e sabia que aquilo era apenas ansiedade e felicidade em excesso. Talvez misturada com um pouco de perturbação mental, também. 
- Olha, eu não vou discutir. Vá dormir, amanhã deixo
 Arthur aí antes de ir para a Redação e você cuida dele até as cinco, certo? 
- Certo. - respondeu. - Mas não sei se terei fôlego para cuidar dos dois. Pretendo cuidar muito bem do
 Chay essa noite e... 
Eu deveria desligar o telefone antes que imagens de maneiras bem convenientes de cuidar de
 Arthur me viessem à cabeça. Oh! Tarde demais, eu já imaginava coisas muito obscenas para fazer com um alien que eu nem ao menos conhecia. 
- Boa Noite,
 Mel. 
Ela disse mais alguma coisa, mas desliguei o telefone antes que ela pudesse colocar ainda mais pensamentos pecaminosos em minha mente. Eu já tinha desses demais para pensar em camisinhas mentoladas ou com aroma e sabor de chocolate. Fazia tanto tempo que eu vira uma camisinha que nem ao menos me lembrava qual era o seu formato. Certo, mentira. Eu lembrava exatamente como era, e como era usada. Mas minha mente estava mais focada em como eu queria usá-la nesse instante com um certo cara que estava deitado no sofá de minha sala com os pés na minha mesinha de centro.
 
Não, eu não deveria pensar nisso. De forma alguma. E meu mantra era mais uma vez esquecido, me impedindo de pensar no que deveria que era arrumar a cama para dormir. Arrumei a cama e ainda juntei alguns cobertores e travesseiros para levar a
 Arthur na sala. Quase oculta pela montanha de travesseiros e cobertores, segui para a sala e coloquei os pertences no sofá em que ele estava sentado e tentei ser o mais educada possível, decidida, mais uma vez, a ignorar toda e qualquer estratégia que ele usasse para me fazer perder o controle. 
Não olhei para seus pés enormes em cima da minha mesa de centro. Não olhei para o seu peito coberto apenas pelo xadrez lindo da camisa. Foquei meu olhar nos meus pés, que não eram tão interessantes quanto ele, mas pelo menos eram seguros. Não tinha como achar algo sexual nos meus próprios pés.
 
- Trouxe algumas coisas pra você dormir. Se quiser um pijama mais confortável, fale agora. Vou trancar a porta do meu quarto e depois disso não abrirei nem para a minha mãe.
 
- Costuma sempre trancar o seu quarto ou está apenas com medo de mim,
 Lua? 
Estava com medo dele. Pronto, estava ai a resposta. Eu não trancava meu quarto, apesar de Nova York ser uma cidade perigosa, eu sempre deixava a porta de meu quarto aberta, apesar de trancar a do apartamento.
 
- Quer o maldito pijama ou não? – rosnei.
 
A minha paciência e meu controle perto de
 Arthur eram nulos. Eu não conseguia raciocinar perto dele. Sempre respondia a meus instintos mais animais, sempre sentia fome dele, sede dele. Eu sempre queria ter Arthur. E era exatamente por isso que era errado. Eu era uma pessoa racional, não um animal. Mas parecia que ele queria me fazer ser um animal. Dos mais selvagens, para que cedêssemos aos instintos selvagens de nossos corpos. 
- Não preciso de roupas para ficar confortável.
 
Céus, eu poderia ter ido dormir sem essa. Agora a imagem dele, nu em meu sofá ficaria perturbando a minha mente durante toda a noite. Tchau, sono.
 
- Então se não quer mais nada, boa noite.
 
Me virei para sair da sala, ciente do que eu fora fazer na sala já havia feito e com o corpo retesado de raiva por
 Arthur. Aquele alien estúpido conseguia me tirar do sério sem grandes dificuldades. 
- Mas já vai dormir,
 Lua? Não quer esquentar a cama? 
- Vai pro inferno,
 Arthur. 
Depois que eu falei, foi que me dei conta exatamente do que tinha dito. Eu nunca xingava. Minha educação era algo de que eu mais me orgulhava e naquele momento parecia uma menina de rua malcriada. Deus!
 
Olhei para
 Arthur, pronta para pedir desculpas, mas ele ria deslavadamente, como se fosse muito engraçada toda aquela situação. Se era para ele, com certeza não o estava sendo para mim. Do que ele estava rindo? Do meu constrangimento? De ter me ouvido falar algo tão rude quanto “vai pro inferno”? Eu podia gritar, rosnar e quase ficar a ponto de assassinar alguém, mas nunca, nunca, passava dos limites. Não como eu fizera agora. 
- Eu adoro te fazer perder o controle. Te deixa mais humana. Menos robótica. E olha que eu estive em planetas completamente robotizados e nunca conheci alguém tão automática quanto você.
 
Abri minha boca, pensando em um insulto muito grave, equivalente a ser chamada de robótica por aquele alien infeliz. Arrogante, prepotente, infeliz. Minha cabeça formulava pelo menos cento e cinquenta xingamentos para
 Arthur e toda a sua linhagem, mas me segurei. Eu não era esse tipo de pessoa. Fora apenas uma perda de controle momentâneo. Não aconteceria de novo, eu cuidaria para que não acontecesse de novo. Não perder o controle por raiva, nem por desejo. 
- Não sou robótica.
 
Rebati com firmeza. Eu controlava minhas reações, apenas isso.
 
- Sim. Você é. Não se cansa de ficar sempre guardando sentimentos, sempre pensando no que as pessoas vão pensar de você? Dê vazão aos seus instintos,
 Lua. 
- E o que eu ganharia com isso? Liberar os meus instintos não me levará a lugar nenhum.
 
Arthur se levantou com a sobrancelha erguida, de um modo que já estava se tornando familiar a mim. Ele estava pronto para me seduzir novamente, e isso significava que eu deveria estar pronta para resistir. Se eu não resistisse, estaria à mercê dele. E qual seria o mal nisso? Uma voz na minha mente me perguntou porque eu não poderia me entregar a
 Arthur de uma vez e acabar logo com aquela história. Mas era aí que estava o problema. Eu não deveria me entregar porque eu prometera a mim mesma que não me submeteria a homem nenhum sem que ficasse provado que ele era a minha alma gêmea, e qualquer um tinha que concordar que Arthur não era a minha alma gêmea. Ele era um alien metido e prepotente. Como ele poderia ser a pessoa destinada para mim? 
- Te dará satisfação. Não quer satisfação essa noite,
 Lua? 
Querer satisfação? Claro que eu queria. Mas não com
 Arthur. Meu Deus, quando eu pararia de mentir para mim mesma? 
 

                                                                                                                 Direitos Autoriais: Elle S.

10 comentários:

  1. AAAA!!! amei ! eles poderiam ficar juntos logo! posta mais!!!!!

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  2. O Arthur seduz que é uma beleza hein ? e dá umas diretas muito boas ! haha' se entrega logo Lua ! Posta mais por favor ! Ansiosa por mais !

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  3. AAAA faz a Lua passar a noite logo com o Arthur não aguento mais,Morrendo em 3,2,1...

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  4. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH kkkkkk' coitadinha da Luinha morrendo em 3.2.1... com essa SEDUÇÃO do Arthur Haaha' a Brubs postou ela não queria ir parar na CADEIA neeéh ?? KKKKKKKKKKK'

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    1. kk, fiquei com medo de ir para cadeia.. Mas depois fiquei pensando a unica coisa boa que ia ter lá, era a Amanda Baldi comigo.. Acho que ia sair belas estórias.. kkk (ok pirei um pouco né?!)

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  5. Posta Mais Haaa Morrendo Com As Seduções Do Arthur

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  6. nao boa si eu fosse lua de vez eu ja hubiera tirado muita satisfacao com arthur na adorando a novela de mais posta mis por favor

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